Viagem para o Pará: Belém – Parte I

Mercado Ver O Peso - Belém do Pará

Mercado “Ver o Peso”

 

A capital do Pará, assim como outras cidades do norte e nordeste do país, transpira a história do Brasil colonial. Um ponto que a diferencia é que, além de ser praticamente cercada por rios, tem seu próprio “oceano de água doce”: O Rio Amazonas.

Os meios de transporte mais utilizados que ligam Belém às outras cidades são os barcos. Eles atendem ao transporte tanto de mercadorias como de pessoas. Os mais comuns são os barcos de médio porte. Além de possuir territórios continentais, Belém tem 39 ilhas que, juntas, representam mais de 65% da cidade.

É sede da maior procissão católica do mundo: o Círio de Nazaré, que acontece na cidade durante praticamente todo o mês de outubro. A celebração já reuniu mais de 1 milhão de pessoas nas ruas de Belém. Isso teve origem há muito tempo, lá em meados do século XVIII, e pode ser chamado de Natal paraense. As famílias costumam, inclusive, montar altares em suas residências e promover almoços com os parentes, como nas festas de fim de ano. Servem comidas típicas da região como a maniçoba e o pato no tucupi.

Onde ficar?

Mama Hostel: não poderia ter sido melhor. O local é bem organizado e o atendimento é excelente! A internet funciona muito bem. O clima no café da manhã é ótimo, todo mundo se encontra na cozinha e fica batendo papo. Me senti em casa!

Mama Hostel - Belém do Pará

 

Onde comer?

Restaurante Mangal das Garças: Contato com a natureza e com a boa comida típica do Pará: é bom para provar de tudo um pouco. Vale a pena conferir.

Restaurante Mangal das Garças - Belém do Pará

 

Mercado “Ver o Peso”: Tem de tudo! Tudo mesmo: desde poções e extratos de ervas até artesanato, passando pelas diversas frutas da região. O local é bem rústico e tem um cheiro bem forte, já que não conta com uma estrutura muito aperfeiçoada que garanta a limpeza constante do local. Com tudo isso, ainda vale a pena conhecer!

Estação das Docas: É como um shopping e coloquei aqui nessa seção do post por ter diversos ótimos restaurantes para todos os gostos. Além disso, tem muitas opções de lojas e de lazer. Recomendo os chopes feitos com frutas da região! Tem uma vista linda.

Restaurante Remanso do Peixe: Parece uma casa típica de vila: a decoração e o serviço deixam a gente se sentindo em casa. Conheci a cozinha e o pessoal manda bem demais! Comida “simples”e bem executada. Destaque para o Pirarucu defumado. Não deixe de visitar e provar!

Restaurante Remanso do Peixe - Belém do Pará

 

Sorveteria Cairu: Destaque para o sorvete de açaí e tapioca! Essa sorveteria é muito legal e tem sorvetes bem diferentes do comum, feito com frutas da região. Tem vários quiosques espalhados por Belém. A que eu fui fica dentro da Estação das Docas. Uma delícia!

Comidas típicas

Piraíba (Filhote)

É considerado um dos maiores, senão o maior, peixe de água doce do Brasil. De carne macia e ao mesmo tempo consistente, ele fica bom tanto assado como cozido. O “Filhote” (como é chamado até os 60 kg) é um dos mais saborosos, mas pode chegar a (pasmem) 300 kg, mas aí a carne pode ficar dura demais para o consumo!

Pirarucu

Assim como o Filhote, o Pirarucu também é um peixe dos grandes, chegando a 3m de comprimento e pesando até 200 quilos. É muito vendido salgado e por isso ficou conhecido como Bacalhau da Amazônia.

Frutas típicas

Há uma enorme variedade de frutas típicas que são encontradas só nessa região. As mais conhecidas são o açaí, o cupuaçu, a sapoti, o camu-camu, o tucumã e o anajá, além de algumas outras. Quem vê os meus stories no Instagram viu que, apesar de achar tudo muito parecido com lichia (HAHAHA), gostei muito do Bacuri (apesar de ter achado que tem pouca fruta pra pouco caroço). Comi e fiquei querendo mais! 😀 O cupuaçu tem um sabor forte e é muito usado por lá para sucos, sorvetes, alguns doces e recheios.

O açaí: quem não conhece essa frutinha? Mas não vai achando que é muito parecido com aquele que você come na maioria das cidades brasileiras. Ele é muito mais forte por lá e tem um gosto mais intenso! Tem com frutas, em forma de sorvete ou com farinha de mandioca (esse é bem consumido por lá também).

Pratos típicos

O Tucupi é um molho preparado a base do sumo (suco espremido) da mandioca brava, um tipo diferente da que consumimos no sul. Tem uma cor amarela e precisa permanecer um tempo em cozimento para que o amido se separe do líquido. Por causa do ácido cianídrico o molho é venenoso no início do cozimento mas depois dessas horas de cozimento já pode ser consumido.

Tem também o Tacacá, que é uma espécie de caldo preparado com o molho de tucupi, goma de tapioca, camarão seco e jambu. O jambu é uma folha parecida com o agrião mas que tem a propriedade de deixar a boca um pouco “anestesiada”. Quanto menor o tempo de cozimento, mais amortece a boca!.  

Além de ser usado no Tacacá, o jambu é também vai nas moquecas de peixe, no pato no tucupi e também em preparos como o arroz de jambu e outras receitas típicas.

Precisamos falar da Maniçoba! É um prato de origem indígena com um sabor bem acentuado. Lembra um pouco a feijoada e é feita a base de folhas de mandioca moídas e cozidas por cerca de uma semana para a retirada do ácido cianídrico (aquele do Tucupi). Nela vão ingredientes como a carne de porco, carne bovina e outros sempre defumados e salgados. É uma feijoada mais “brava”, e sem feijão.

O Pato no Tucupi, como o nome já diz, tem como base o molho de tucupi. Acrescenta-se também as folhas de jambu e é também cozido por várias horas até que o pato fique bem macio e o jambu praticamente perca seu efeito anestésico. Esse é o prato principal do almoço no dia da festa do Círio de Nazaré. Digamos que é o peru do natal paraense.

No próximo post sobre Belém vou falar sobre os melhores passeios Zero Clichês que você vai encontrar por lá! Aqui, pra fechar, vai uma foto pra dar um gostinho que está por vir (confira um pouco da história desse chalé no final do próximo post: Viagem para o Pará: Belém – Parte II):

Casarão Abandonado do Barão da Borracha - Belém do Pará

 

Beijos e qualquer coisa, conte comigo!

Gi Salvatti.

Comments

  1. Lalinha Bueno
    janeiro 13, 2018 / 10:30 am

    Acompanhei tudo pelo history do IG, mas ler dá um sabor a mais! Confesso que não fiquei com a minima vontade de comer esse tacacá aí, sei lá, não parece bom! hahahaha Já aquela fruta que vc amou do carocinho eu fiquei com vontade! 🙂

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