Skydive e salto duplo: saltando de paraquedas pela primeira vez

Skydive Foz

 

Por Heric Stilben

Passo aqui as informações como se estivesse falando para meus amigos que usualmente me pedem dicas para fazer o salto duplo. A ideia é ser o mais informal possível, como uma conversa de bar.

Muitos amigos me pedem dicas de onde saltar, com quem saltar e outras informações, mas algumas dúvidas são bem recorrentes: “eu posso saltar sozinho?”, “posso saltar com você?, “é 100% seguro?”. Vou tentar abordar essas dúvidas de maneira objetiva (e sincera) enquanto explico um pouco sobre o esporte, apenas um panorama geral.

Bem, pra começar, dentro do paraquedismo existem algumas modalidades e submodalidades. Para quem quer saltar pela primeira vez e nunca teve contato com o esporte, vai fazer um salto duplo (tandem), ou seja, saltar acompanhado de um paraquedista profissional com experiência.

Caso a pessoa resolva fazer o curso, deve buscar uma área de salto (ou dropzone). Lá vai encontrar inúmeras modalidades que se diferenciam pela forma de voar, pelos equipamentos utilizados, número de pessoas que irão saltar e etc.

Skydive Foz

Se diz “saltar”, e não “pular”!

Aqui vou falar apenas do salto duplo que como já dito acima, consiste no salto onde uma pessoa (instrutor) salta com outra pessoa acoplada (passageiro). Simples, não?

Vamos falar sobre segurança, que é uma das principais dúvidas: “meu amigo, nem tomar banho é 100% seguro, imagina se tacar de um avião.” Porém, estatisticamente, é mais fácil morrer picado por uma abelha do que saltando de paraquedas (as ocorrências que em geral aparecem na mídia envolvem atletas já formados e não pessoas leigas que fazem saltos duplos).

No site da United States Parachute Association, por exemplo, há um relatório com 24 acidentes com salto duplo desde 2008 até 2016, que abrange TODAS as 219 escolas de paraquedismo dos Estados Unidos. Uma escola dessas, com alta rotatividade, não faz menos de 10 mil saltos por ano. Na Skydive Foz há uma média de 3 mil saltos duplos por ano, sem nenhuma ocorrência registrada desde a inauguração, em maio de 2013.

É justamente para garantir cada vez menos acidentes que as regras são tão exigentes. Exige-se um instrutor que seja, no mínimo, categoria “C” e que ainda tenha um curso específico na área. Além disso, o equipamento conta com um paraquedas principal e um reserva. E mais… é de uso obrigatório no Brasil o DAA, dispositivo que aciona o paraquedas reserva automaticamente a determinada altitude, em caso de haver uma variação rápida de pressão.

Onde saltar?

Uma das áreas mais legais do Brasil para fazer o salto duplo: a Skydive Foz, em Foz do Iguaçu/PR. Falo isso não apenas por ter me formado e feito inúmeros amigos por lá, mas pelo saltos serem realizados em cima da maior usina hidrelétrica do mundo, na tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina). Ah! E ainda dá pra ver as Cataratas do Iguaçu durante o vôo. Atualmente, a Skydive Foz é a única a operar na cidade. A área funciona todos os dias, o ano todo. Se São Pedro permitir, é lógico.

Skydive Foz

 

Para agendar seu salto duplo, basta entrar em contato pelo site www.skydivefoz.com.br, pelo Facebook ou no Instagram @skydivefoz. O salto custa 590 reais (os leitores do blog ganham 10% de desconto) e você ainda pode contratar um pacote de fotos e filmagem para nunca esquecer esse momento. Eles também possuem um serviço de translado, buscando e levando sem custo adicional.

O que preciso para poder saltar?

Não precisa fazer nada. Após preencher um cadastro na recepção, o passageiro aguarda ser chamado pelo instrutor. Ele irá explicar rapidamente como funciona o salto, o procedimento durante o vôo e etc. Irá demonstrar algumas posições que o passageiro deve fazer para que o salto saia perfeito: coisas simples como segurar o equipamento durante a saída do avião e só abrir os braços após o instrutor sinalizar.

Dependendo do avião, leva-se uma meia hora para atingir 10 mil pés (o equivalente a 3.300 metros de altura, mais ou menos). Nesse período, você pode aproveitar para conversar com o instrutor e eventuais atletas que estejam no avião, saber sobre o esporte, conhecer as pessoas e suas histórias. É um ótimo quebra-gelo!

Skydive Foz

 

A queda livre dura em torno de 40 segundos. Após o comando (acionamento) do paraquedas, a navegação leva mais uns 5 minutos até o pouso. Ao pousar, a pessoa irá receber as fotos e o vídeo do salto editado com música, bem legal, caso tenha comprado o pacote com esses opcionais. Enquanto aguarda, beba alguma coisa e aproveite um dos pores do sol mais bonitos do Brasil.

Vou ficando por aqui, mas não posso deixar de citar que a região de Foz do Iguaçu/Puerto Iguazu/Ciudad del Este é sensacional. Inúmeros restaurantes, resorts, Cataratas, Usina Itaipu, enfim, há muito o que visitar nesse cantinho do Brasil que marcou lugar no coração desse carioca que vos fala.

Um último e importante conselho: se não sorrir, o paraquedas não abre! 😉

Caso o leitor se interesse pelo esporte (o que não é difícil), basta começar o curso, me encontrar pra saltar e tomar uma cerveja. 🙂

Até a próxima!

Blue Skies!

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Heric Stilben tem 32 anos. Pai do Charlie e da Mauí, dois buldogues super fofos. O carioca é fissurado por paraquedas, torce pro flamengo (ninguém é perfeito). Eu diria que ele é uma pessoa zero clichês, que não gosta do óbvio. Está sempre viajando e conhece vários lugares diferentões. Ah! Ele é promotor de justiça nas horas vagas. E acho que é solteiro, confere @hstilben?

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